O TRATAMENTO DADO AOS SERIAL KILLERS NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO

  • Eliza Cristina da Silva FADAF
  • Wilton Machado
  • Bruna Ramos Vieira

Resumo

Desde os tempos mais remotos o homem indaga-se sobre as causas da criminalidade. No campo dos assassinatos em série, a preocupação com as causas da criminalidade deve ser ainda mais séria. Uma das maiores dúvidas é a de saber se as pessoas consideradas serial killers nascem com pré-disposição a atos tão violentos ou são formados pelo meio em que vivem. Por meio das pesquisas, foi possível chegar à conclusão que nenhum assassino em série surge de uma hora para outra, matando pessoas com requintes de sadismo, eis que seriam produtos de uma situação violenta que se prolonga no tempo. Assim, em algum momento da vida, a revolta reprimida pode se transformar em fantasias sangrentas, que serão postas em prática a partir de um problema aparentemente sem solução. Para a confecção do presente trabalho, utilizou-se do método dedutivo e de pesquisa bibliográfica. Ademais, o objetivo trabalho almejou verificar a forma mais adequada de identificar e punir esses criminosos, de acordo com o direito penal pátrio. Ao final do estudo, chega-se à conclusão segundo a qual a melhor resposta criminal seria a aplicação de medida de segurança com a finalidade de tratamento, pois tal criminoso, munido de sua compulsão em matar, não pode ser considerado imputável, em virtude da ausência do autocontrole diante das suas vítimas.

Publicado
2020-12-02
Como Citar
SILVA, Eliza Cristina da; MACHADO, Wilton; VIEIRA, Bruna Ramos. O TRATAMENTO DADO AOS SERIAL KILLERS NO PROCESSO PENAL BRASILEIRO. Judicare, [S.l.], v. 15, n. 1, p. 85-98, dez. 2020. ISSN 2237-8588. Disponível em: <http://www.ienomat.com.br/revista/index.php/judicare/article/view/126>. Acesso em: 14 jun. 2021.
Seção
Direito Penal